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Concluindo...

Ganhando respeito das gangues



FU – Que artifícios você usou para conquistar espaço no crime? Era inexperiente, de classe de média alta...


DJ – Tornei-me integrante de uma perigosa gangue que age em várias regiões dos Estados Unidos. Bem rápido tornei-me líder do grupo em Gwinett Dekalb, o bairro em que passei a morar. Os “Blood”, que significa “Sangue” em inglês, eram conhecidos pela violência. Arrombamentos, roubos, fraudes de cheques, aliciamento de mulheres para a prostituição, espancamento, estupros e mortes estavam entre os atributos da facção. Só não admitia que os membros de meu grupo estuprassem quem quer que fosse”, diz.


FU – Mas, foi logo aceito?


DJ – Conquistei meu espaço. Para sobreviver no crime foi necessário demarcar o território, impor respeito com os criminosos e traficantes.



FU – Não havia medo, insegurança?


DJ –Vivia um conflito porque não me conformava em ter me transformado naquela pessoa fria e cruel; eu detestava aquela vida. Pouco a pouco, minha vida virou um inferno. Fui preso várias vezes. Era odiado pelos bandidos e pela polícia, tentava me proteger deles da forma que podia.


FU – Não refletia que estava destruindo a sua vida?


DJ – Eu odiava a minha vida. Um dia fui me esconder na floresta, num lugar secreto que poucos da minha gangue sabiam onde ficava. Ali me droguei, bebi. Fui ficando deprimido e os pensamentos vinham como flashes do meu passado, das coisas ruins que praticara e uma convicção maldita de que não havia jeito, que o melhor era acabar com a minha vida. Apontei a arma em direção a minha cabeça. Pensava em dar fim àquele sofrimento ali. Mas, um “amigo” chegou bem na hora e desisti.



FU – Quando a sua “ficha caiu”?


DJ – A cada dia me sentia mais fraco de espírito, sem contar que jamais pensei que passaria dos 18 anos. Meu irmão, 3 anos mais velho do que eu, também esteve lado a lado comigo nesta vida errada. Comecei a frequentar igrejas cristãs, mas era muito criticado, especialmente pelo modo de me vestir e o fato de viver o tempo todo drogado. Tinha muitas tatuagens.


FU – Como foi recebido na Igreja Universal?


DJ – Quando entrei pela primeira vez na Igreja Universal de Atlanta, encontrei o que, realmente, procurava e aprendi a lutar as minhas lutas com Deus e a agir a fé, de maneira inteligente. Recordo que nem mesmo as roupas chamativas que usava (vermelhas, cor da gangue da qual era membro) provocaram estranheza nos pastores e obreiros. Ao contrário, me trataram com tanto carinho, que até hoje estou lá e como pastor, transmitindo a Palavra de Deus.

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