Eu e o meu irmão, quando começamos a vida no crime, eu tinha doze e ele treze anos. Fui até os dezoito porque eu conheci o Senhor Jesus e ele foi até os vinte, mas morreu com cinco tiros.
Numa certa ocasião estávamos vendendo maconha na porta de casa, havia um quintal enorme e tinha um beco que dava lá para casa, quando de repente a gente se deu conta mas já estava em cima. Saíram de um terreno vazio lá perto de onde vendíamos maconha, quatro policiais civis com a arma em punho, mas mesmo assim a gente correu. Eles conseguiram me alcançar e continuaram correndo comigo atrás do meu irmão.
Quando meu irmão virou esse corredor, meu pai vinha saindo, porque ele ouviu os policiais gritando. Meu irmão estava correndo quando um policial virou o corredor e apontou a arma para atirar. Imediatamente meu pai o abraçou e deu as costas.
Tem um detalhe: Meu pai odiava o meu irmão e não falava com ele há anos porque ele o havia desrespeitado. Mas mesmo o meu pai supostamente odiando o meu irmão, sem falar com ele e sem dirigir nenhuma palavra a ele, na hora que viu o policial apontando a arma para matá-lo, ou pelo menos para dar um tiro nele, meu pai o abraçou e deu as costas.
Quer dizer, me atinge, mas não atinge o meu filho.
“Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir [pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir] um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” Lucas 11.11-13
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